A história do crucifixo milagroso que salvou Roma da peste

Atualizado: Abr 3

Construída no século IV-V, a Igreja de São Marcelo no Corso é uma igreja barroca com vista para uma das ruas mais importantes da Cidade Eterna, a Via del Corso.

Na famosa Via del Corso, conhecida por ser uma das melhores ruas de comércio em Roma, está a igreja de San Marcelo al Corso, que guarda o crucifixo milagroso.

Trata-se de uma igreja muito antiga (do século IV), fundada pelo Papa Marcelo I, que foi perseguido e condenado a realizar trabalhos pesados no escritório do serviço de entrega de correspondências do Estado. É lá que estão seus restos mortais.

O incêndio e o primeiro “milagre”

Na noite do dia 22 para o dia 23 de maio de 1519, a igreja sofreu um violento incêndio e ficou destruída. Ao amanhecer, as pessoas foram até lá para conferir os estragos e se depararam com o crucifixo do altar principal providencialmente intacto e iluminado por uma lamparina que, embora atingida pelas chamas, ainda ardia aos seus pés.


Imediatamente, os fiéis disseram que era um milagre e os mais devotos começaram a se reunir todas as sextas-feiras para rezar e acender velas aos pés da imagem de madeira. Assim nasceu a “Archicofradía del Santísimo Crucifijo en Urbe”, que existe até hoje.


A peste e o segundo milagre

Em 8 de outubro de 1519, o Papa Leão X ordenou a reconstrução da igreja.

Três anos após o incêndio devastador, Roma foi atingida pelo que os historiadores chamam de “A Grande Praga”.

Isso aconteceu no ano de 1522, a terrível peste atingiu violentamente a cidade de Roma. Todos achavam que iam morrer.

Desesperados, os frades Servos de Maria decidiram levar o crucifixo em procissão penitencial da igreja de São Marcelo até a Basílica de São Pedro. As autoridades, temendo o risco co contágio, quiseram impedir a procissão. Mas o desespero coletivo falou mais alto e a imagem de Nosso Senhor foi levada pelas ruas da cidade, sob forte aclamação popular.

Apesar da proibição das autoridades, a procissão aconteceu e durou 16 dias: de 4 a 20 de agosto de 1522.

E milagrosamente, enquanto o crucifixo ia atravessando os distritos romanos, a praga ia regredindo. Não apenas isso, no final do último dia da procissão, a “Grande Praga” foi completamente erradicada.

Desde o ano de 1650, o crucifixo milagroso é levado à Basílica de São Pedro. Porém, em 15 de março de 2020, o Papa Francisco visitou a igreja de San Marcelo e rezou pelo fim da pandemia de coronavírus, que tem tirado vidas em todo o mundo.


O Papa Francisco, em 15 de março de 2020, depois de rezar em frente ao ícone da Madonna Salus Popolii Romani, na Basílica de Santa Maria Maior, decidiu rezar também diante deste belo crucifixo.



Aqui está a oração ao Santíssimo Crucifixo:

Ó Jesus, que por Teu ardente amor por nós quisestes ser crucificado e derramar Teu sangue para redimir e salvar nossas almas, olhai-me aqui prostrado aos Teus pés, confiante em Tua misericórdia.

Por Tuas dores e pelos méritos da Tua santa Cruz e morte, dignai-Vos conceder-me a graça que Vos peço ardentemente… (fale a graça que deseja alcançar).

E tu, minha mãe, Maria das Dores, ouvi meu apelo, intercedei por mim com teu divino Filho e orai a ele para me conceder os favores e as graças que Vos peço.

Amém.


Pai Nosso; Ave Maria e Glória ao Pai. Invocação “Misericórdia, Santíssimo Crucifixo”.



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